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	<title>Vida Espiritualidade &#187; Devas e Elementais</title>
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	<description>Recuperação e Manutenção da Saúde e da Vida</description>
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		<title>Gatos Nossos Amigos Especiais</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 10:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica Molina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Devas e Elementais]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias da Colunista Mônica Molina]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Felinos]]></category>
		<category><![CDATA[Gatos]]></category>
		<category><![CDATA[Magia Felina]]></category>

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		<description><![CDATA[Os gatos são um dos maiores companheiros espirituais e através de seus poderes tem ajudado o homem cumprir suas missões desde civilizações antigas e até os dias de hoje. Umas das funções do gato é cuidar da família e do ambiente protegendo e transmutando contra energias negativas e se você tiver uma conexão muito forte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os gatos são um dos maiores companheiros espirituais e através de seus poderes tem ajudado o homem cumprir suas missões desde civilizações antigas e até os dias de hoje.</p>
<p>Umas das funções do gato é cuidar da família e do ambiente protegendo e transmutando contra energias negativas e se você tiver uma conexão muito forte com ele perceberá os sinais de premonições que tentará passar.</p>
<p>O ideal numa casa é ter um cão e um gato, pois o cão vai ajudar o gato, pois ele vai atuar mais firmemente nas proteções das pessoas e dos ambientes.</p>
<p><span id="more-2527"></span>Os gatos vivem partes neste mudo e fora dele (no filme Constantine tem um trecho que fala sobre isso), os gatos pretos são muito mais resistentes do que os comuns (os cães pretos também), pois aguentam até trabalhos de magia e feitiçaria negra, por isso que as bruxas, magos etc, possuem gatos pretos para sua proteção, outra curiosidade são os ninjas eles imitam suas habilidades de andar e no kung fu tem uma técnica somente do gato.</p>
<p>Tire os pensamentos errôneos de que os gatos não fazem nada, que são preguiçosos e tudo que fazem é comer e dormir e que ficam sujando por aí, ao contrário de que muitas pessoas pensam, os gatos são muito limpos, se educado adequadamente.</p>
<p>Então! Vamos entender mais sobre esses nossos amiguinhos especiais!</p>
<h3><span style="color: #000000;"><strong>Resumo da Cultura dos Gatos</strong></span></h3>
<p>O primeiro ancestral do nosso querido gato doméstico, o Miacis viveu aproximadamente há 40 milhões de anos, era um animal com características muito diferentes em relação à classe atual dos felinos. Acredita-se que ele vivia em árvores para se proteger dos predadores.Na evolução da espécie o Dinicts, foi o que começou a ter traços semelhantes aos felinos de hoje, isso aproximadamente há 10 milhões de anos. Estão presentes na sociedade, como animais domésticos, desde cerca de 9 mil anos atrás. Nesse tempo, foram perseguidos, adorados como Deuses, serviram de utilidade pública, ou simplesmente amados por uma família.</p>
<p><a href="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Bastet-Deusa-Egipcia.jpg" rel="lightbox[2527]" title="Bastet Deusa Egipcia"><img class="size-full wp-image-4539 alignright" title="Bastet Deusa Egipcia" src="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Bastet-Deusa-Egipcia.jpg" alt="" width="330" height="215" /></a>Há 2 mil anos, o gato era tido como animal sagrado no Antigo Egito. <strong>Bastet</strong>, a <strong>Deusa da Felicidade e da Fertilidade</strong>, era geralmente representada por uma mulher com uma cabeça de gato, bem como o seu animal-totem, que igualmente era considerado um Deus. Além de Bastet, Sekhmet, é uma Deusa egípcia representada por figura de felino.</p>
<p>Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida, mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois Europa. Na Índia o gato foi, domesticado na mesma época que no Egito.</p>
<p>A China já conhecia o gato-caseiro 1.000 anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde. A Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. Nesse período eles passaram a ser perseguidos pelos fanáticos religiosos, os mesmos que os acolheram durante muito tempo, os cristãos. Era visto como um animal do Diabo, pricipalmente os de cor preta e também por causa da sua ligação com Bastet, Deusa da fertilidade e Fréia, a Deusa do amor. Milhares de gatos foram queimados em praça pública, juntamente com mulheres acusadas de bruxaria. Somente após o final da Idade Média os gatos puderam desfrutar as suas sete vidas da maneira que sempre quiseram, instalados confortavelmente nas casas dos humanos, com comida à vontade e várias regalias. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.</p>
<p>Em diversas culturas da Antiguidade, em especial nas culturas orientais, o gato era considerado um guardião das almas dos mortos, detentor dos mistérios da vida e da morte, um condutor que as levava até o outro lado. Sob esta perspectiva, o gato era adorado como Divindade, e reverenciado como animal de grande poder místico.</p>
<blockquote><p>O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, ele irá liderar a alma até seu repouso final.<br />
<span style="color: #333333;"><span style="color: #333333;"> (The Mythology Of Cats, Gerald &amp; Loretta Hausman</span>)</span></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Na mente de muitas pessoas, o gato ainda é um animal misterioso, quase sagrado, de uma visão além do normal e uma percepção aguçada. Diz-se mesmo que teria poderes paranormais, que saberia muito mais dos segredos da vida</span> do que nós. Qualquer pessoa que tenha tido a chance de conviver com um gato percebe facilmente que boa parte dessas características parece mesmo ser verdadeira. Os gatos realmente parecem ter uma percepção extrasensorial, uma visão diferenciada, além do normal. Quase sempre dão a impressão de pertencerem a uma esfera superior, a um nível mais elevado de consciência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os gatos parecem saber exatamente como nos sentimos, mesmo que não se tenha nenhuma reação diferente. Estão sempre por perto quando precisamos, mesmo sem serem chamados. E compreendem perfeitamente o que dizemos. Perceba como o gato o encara enquanto você fala com ele. Olhe dentro dos seus olhos, você verá neles a chama da inteligência. Perceberá a compreensão latente em seu olhar profundo e penetrante. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua espiritualidade intrínseca, os gatos foram usados como forma de proteção contra energias negativas e como vetores de cura. Os celtas diziam que os gatos, assim como demais animais domésticos, eram a reencarnação de parentes já falecidos, ancestrais que reeencarnavam nessas formas de vida para aconselhar. Nessa corrente de pensamento, o gato era considerado o animal mais apropriado, justamente por sua percepção aguçada. Animal enigmático, considerado sagrado ou maldito por diferentes civilizações ou em diferentes épocas, a fascinação que produz a sua contemplação tem algo de esotérico e misterioso. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este pequeno representante da família dos felídeos, esteve unido à história do homem com um carisma totalmente diferente ao do cão. Ao contrário deste, o gato não perdeu a sua identidade de animal semiselvagem, a sua independência e o seu absoluto desprezo a tudo o que não satisfaça o seu instinto. O cão abandonado sofre mais por falta de afeto que por carência de alimentos ou de lar, o gato além de não necessitar do dono, se aproxima ao homem para aproveitar o que o seu anfitrião pode oferecer-lhe comida, calor, carinho, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A beleza do gato, além das suas qualidades de felino, se encontra no seu comportamento libertário. Jamais será dominado, se ele não quiser, pelo capricho do seu dono, só se aproximará para se esfregar no seu cuidador quando ele quiser e não para exteriorizar afeto, mas por pura voluptuosidade. É capaz de viver à margem do lar e completamente autosuficiente no que se refere à alimentação num meio rural ou urbano primário e, inclusive, nas grandes metrópoles é capaz de sobreviver de restos, de desperdícios e da caça de pardais e de outras avezinhas. As diferentes raças de gatos são devidas à seleção artificial, realizada pelo homem, mas é curioso comprovar que não são tão polimorfas nem diversificadas como as do cão nem, com certeza, tão numerosas como as deste. O comportamento do gato é inerente à espécie e não se determina conforme as raças, ao contrário do que acontece com o cão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar do homem ter 15 vezes o tamanho do gato, este tem mais ossos no seu corpo, tem 230 ossos, enquanto o homem tem 206. Muitos estão localizados na cauda, que quando levantada, mostra orgulho e contentamento no gato. Quando estendida e reta, mostra que está espreitando a caça. Enrolada diz que o gato está espantado ou aflito, e quando sacudida de um lado para o outro, pode indicar que ele está zangado. O gato possui movimentos cadenciados porque suas patas são densamente peludas, o que parece ser seu cotovelo, quando ele se move, é seu calcanhar, pois o gato é digitígrado, que significa andar ou correr na ponta dos dedos e com o calcanhar para cima. O número normal de dedos nas patas dianteiras é cinco (sendo que um é o polegar), e quatro dedos nas patas traseiras. Muitos gatos são polidáctilos, isto é, têm mais dedos que o normal, usualmente 6 na pata dianteira, mas existem outras variações. As pernas posteriores são mais compridas e mais fortes que as dianteiras, o que lhes permite saltar com grande habilidade. Diferentemente de muitos outros animais que movimentam as pernas dianteiras e traseiras do lado oposto ao mesmo tempo, o gato movimenta sua perna traseira e dianteira de um mesmo lado e depois as do outro.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A principal arma defensiva são suas garras. Elas podem estender-se para pular e brigar, ou retrair-se para andar silenciosamente ou quando ele estiver descansando. O ato de estender e contrair as garras repetidamente é chamado <strong>amassador</strong> e muitas vezes é acompanhado do ato de ronronar. Todas as garras dos dedos dos gatinhos apontam para um direção, por isso é que a única forma de um gato poder descer de uma árvore é de costas. isso explica porque muitos gatos não conseguem descer de árvores e têm que ser socorridos. Os gatos usam seus dentes para agarrar, segurar e cortar alimentos. Ele corta e rasga seu alimento ao invés de esmagar e triturar. A língua do gato é áspera (devido às glândulas e papilas presentes) e é usada como uma espécie de colher para beber líquidos, além de ter dupla função, com ela o gato se penteia e escova, mantendo-se limpo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2011/02/mel.jpg" rel="lightbox[2527]" title="Mel"><img class="alignleft size-full wp-image-4552" title="Mel" src="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2011/02/mel.jpg" alt="" width="243" height="344" /></a>O olho é seu traço mais marcante, muitas vezes comentados por sua deslumbrante beleza. Eles são tão grandes, que os olhos do homem, para propositalmente serem do mesmo tamanho, deveriam ter vinte centímetros de largura. O seu sentido mais aguçado é a visão. Através dos seus olhos, um gato pode enxergar à noite ou a níveis muito baixos de luz. Ele pode distinguir os graus de claridade muito melhor que o homem e prefere lugares quase escuros. Entretanto, ele não distingue cores e as vê como vários tons de cinza, dependendo da claridade. Ele enxerga somente as mudanças de luz. Assim, se nada se move onde ele está olhando, ele nada vê. por essa razão, o gato movimenta seus olhos muito levemente, fazendo a cena mover-se e se tornar visível. Como caçador que é, o gato gosta da perseguição e captura das presas mais comuns, passarinhos, roedores, lagartixas, baratas etc, embora adaptado perfeitamente à vida diurna, seus hábitos são preferentemente crepusculares ou noturnos, enquanto durante as horas do dia, dorme e observa hieraticamente o mundo que o rodeia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Um gato que goze de semiliberdade pode, por mais bem tratado que esteja, abandonar o lar do seu proprietário e instalar-se no do vizinho se lá é alimentado e não fustigado. Estas peculiaridades do gato o tornam querido ou desprezado pelo homem, mas sempre respeitado pela sua eficácia como controlador roedores indesejáveis. O gato, sempre com a sua idiossincrasia controvertida e o seu magnetismo particular, constitui um dos mais atrativos animais domésticos. Durante séculos, no mundo inteiro os gato conseguiram sobreviver ao fogo e a água (milhares foram mortos em fogueiras e rios). Mas apesar da perseguição, sobreviveram, perpetuado a espécie.Talvez por este motivo se diga que os gatos têm sete, ou nove vidas. Não há sem sombra de dúvida nenhum animal tão martirizado em todos os tempos. Nos tempos modernos continuam envoltos em lendas, crendices e preconceitos. Embora descendentes de protagonistas de uma história de amor e ódio tenha hoje mais aliados, que inimigos. Há mais de 20 anos, a escritora Lygia Fagundes Telles ama os gatos, a ponto de fazer essa declaração em seu livro &#8220;A Disciplina do Amor&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O gato sempre exerceu fascínio sobre as pessoas. O clássico poema de T.S Eliot, &#8220;O nome dos Gatos&#8221;, inspirou o musical Cats, encenado anos a fio, na Broadway, com lotação sempre esgotada. Aliás, T.S Eliot escreveu um livro inteiro de poema sobre gatos. Thomas Gray escreveu uma poema imortalizando uma gata chamada Selima. Victor Hugo tinha um diário no qual escrevia ternamente a seus gatos. E Pablo Neruda não sairia impune, também escreveu sobre eles. O gato também era o animal favorito de Edgar Allan Poe e Stephen King. Também serviram de inspiração para o cartunista Jim Davis, que criou o personagem Garfield, um gato gordo, preguiçoso e cínico, com uma personalidade forte. As tiras em quadrinhos que começaram a ser publicadas em 1978, hoje aparecem diariamente em 2.400 jornais de todo o mundo. O próprio Jim passou sua infância com mais ou menos 25 gatos, apesar da asma. Mas o Garfield, não é o único gato famoso dos desenhos, quem não conhece os gatos — Felix (Pat Sullivan), o Gato risonho (Alice no País das Maravilhas), Lúcifer (gato da Cinderela &#8211; Walt Disney), Si e Ao (Gatos da Dama e o Vagabundo &#8211; Walt Disney), Frajola (Frajola e Piu-Piu &#8211; Warner Bros), Tom (Tom e Jerry &#8211; Warner Bros). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na literatura infantil temos as histórias, O Gato de botas e a Gata Borralheira, do francês Charles Perrault, Os músicos de Bremem, dos irmãos Grimm. Inteligentes, ariscos, curiosos, talvez parte desse fascínio venha do fato de que o gato conserva muito dos instintos selvagens, também fascinam seus admiradores pelos gestos sinuosos, pelo ar indiferente de quem nunca atende quando é chamado, mas ganham carinho ao se tornar irresistíveis quando assim desejam. A lista dos seus apaixonados inclui muitos nomes famosos como os intelectuais Voltaire, La Fontaine, que enfatizava a astúcia do gato, em suas fábulas. O poeta romântico inglês, Lord Byron, defendia todas as virtudes do gato. Os nomes políticos a rainha Vitória, Abraham Lincoln, Mussolini entre muitos outros. Quanto aos artistas, temos Manet, Rodin, Ravel e Picasso. Leonardo da Vinci adorava desenhar gatos correndo, lutando, lavando-se ou repousando. Os pintores como Auguste Renoir, Fernando Botero, Andy Warhol e o brasileiro Aldemir Martins transformaram-no em obras de arte. O escritor Charles Dickens, o físico Albert Einstein, o ator Robert De Niro, a atriz Sofia Loren. Os escritores Colette, Mark Twain, Honoré Balzac, Victor Hugo, Raymond Chandler, Jean Colteau, eram admiradores confessos. O escritor Charles Perrault que criou o celebre Gato de Botas, não foi o único, o escritor Edgar Alan Poe fez do gato o tema de alguns dos seus melhores contos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardeal Richelieu, ministro da monarquia francesa no século XVII, era tão devotado a seus 14 gatos que lhes deixou parte de sua herança em testamento. O escritor americano Ernest Heminqway gostava tanto de seus gatos que partilhava a mesa com eles. Chegou a ter 40 gatos de uma vez. Ilustres brasileiros como o físico Mário Schenberg teve vários gatos, a psiquiatra Nise da Silveira usou-os como co-terapeutas e o escritor João Guimarães Rosa adorava seus felinos. Muitas personalidades famosas o detestavam, mas sem dúvida a lista dos seus admiradores é bem mais extensa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em todas as épocas, escritores, poetas, pintores, músicos, têm utilizado seus talentos para venerar seus gatos. Será de algum conforto para os criticados possuidores de animais domésticos, hoje freqüentemente acusados de perturbarem o ambiente com seus animais, o fato de que os antianimais domésticos morrem mais cedo que eles. Há duas razões para isto. Em primeiro lugar, sabe-se que o contato físico amigavelmente com os gatos reduz bastante o stress aos seus companheiros humanos. A relação entre humanos e gatos é tocante, no pleno sentido da palavra. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O gato roça-se pelo corpo do dono e este acaricia o pêlo do gato. Se tais donos de gatos fossem levados para um laboratório a fim de fazerem teste às suas reações fisiológicas, verificaria-se que os sistemas dos seus corpos se tornariam nitidamente mais calmos, quando começassem a acariciá-los. A tensão baixa e o corpo descontrai-se. Estas formas de terapia foi provada na prática num grande número de casos agudos, quando doentes mentais melhoravam de forma notável, depois de serem deixados na companhia de gatos domésticos. Todos sentimos uma espécie de libertação através de um simples e honesto relacionamento com o gato. Esta é a segunda razão do benéfico impacto do gato nos humanos. Não se trata, apenas, de uma questão de <strong>tocar</strong>, por mais importante que ela seja. É também uma questão de relação psicológica ligada as complexidades, traições e contradições das relações humanas. Todos nós somos feridos por certas relações, de tempos à tempos, alguns agudamente outros de formas mais ligeira. Quem tiver severos traumas mentais, terá dificuldade em resolve-los. Para estes uma ligação com um gato pode provocar grandes recompensas, devolvendo-lhes a fé nas relações humanas, destruindo as suspeitas e o cinismo e sarando as antigas feridas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Um estudo especial feito nos E.U.A., revelou recentemente que para aqueles a quem o stress provocou perturbações cardíacas, a posse de um gato pode constituir, literalmente a diferença entre a vida e a morte, reduzindo a tensão arterial acalmando o cansado coração. Estudou-se cientificamente que um dos primeiros métodos para diminuir a tensão arterial, numa pessoa que sofre de hipertensão, é a presença de uma animal doméstico. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fato é que o gato, assim como o restante dos animais, parece estar em um patamar muito mais elevado que o nosso. Sua compreensão a respeito da vida é muito mais ampla e fundamental que a nossa. Seu respeito ao ciclo natural é imensamente maior. Sua espiritualidade e ligação direta com a energia criadora do universo é muito mais desenvolvida que a nossa. Eles verdadeiramente conhecem a face de Deus. Realmente vivem a vida como deve ser vivida. São inigualavelmente superiores.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;"><strong>Curiosidades</strong></span></h3>
<h4><span style="color: #000000;"><strong>Como Atuam Espiritualmente</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;">Todos os gatos têm o poder de, diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa<a href="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/05/gato.jpg" rel="lightbox[2527]" title="Gato"><img class="alignright size-full wp-image-4546" title="Gato" src="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/05/gato.jpg" alt="" width="307" height="307" /></a> energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de energias negativas ao absorver energia de tantas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eles dormem, o corpo do gato libera toda essa energia negativa que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficiente para liberar tamanha quantidade de energia negativa, e consequentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-las. Portanto, eles se tornarão obesos &#8211; e você achava que era a comida com que você os alimentava!</p>
<p style="text-align: justify;">É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles. Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos. Por isso eles gostam de dormir na nossa cama. Se eles verificarem quando estamos bem, eles não dormem conosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.</p>
<p style="text-align: justify;">Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essas pessoas estão ali para nos prejudicar ou que essas pessoas são de má índole, os gatos nos circundarão para nos proteger então, busque ver a reação dos seus gatos para ver o que eles farão quando alguém entrar em sua casa. Se eles correm para a pessoa, cheirar e querer ser acariciadas por ela, então relaxe.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você não tem um gato, e um gato entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular. O gato voluntariou-se para te ajudar, ou seja, o gato somente fica onde mais está precisando dele, então antes de enxotá-lo agradeça à ele por escolher você e sua casa para esse trabalho, pois ali esta cumprindo uma missão que é de proteger e ajudar.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você tem outros gatos e não pode ficar com o ele, encontre um <strong>bom</strong> lar para ele. O gato veio a você por um motivo desconhecido para você a nível físico, mas em sonhos você pode ver a razão para o aparecimento dele nessa época. Pode também de ser um débito kármico que ele tem que pagar a você. Portanto, não afugente o gato. Ele vai ter que voltar de um modo ou de outro para realizar esta obrigação.</p>
<h4><strong><span style="color: #000000;">Como Atuam na Cura</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como uma canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiavam achando que eles usavam magia negra, c</span>omo eles não podiam usar cristais, levavam gatos que exerciam exatamente a mesma função dos cristais.</p>
<p style="text-align: justify;">O povo não tinha medo dos gatos e permitiam que eles entrassem em suas casas. Desse modo, os gatos têm sido usado inúmeras vezes na arte da cura.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoas alérgicas a gatos são emocionalmente incapazes de amar alguém com profundidade, porque reprimem seus verdadeiros sentimentos.</p>
<h3><span style="color: #000000;"><strong>Informação Importante</strong></span></h3>
<h4><span style="color: #000000;">O Perigo do Paracetamol</span></h4>
<p>O Paracetamol é um remédio com propriedades analgésicas muito utilizado em medicina humana que tem vários nomes comerciais como o Ben-U-Ron, Panasorbe, Panadol, Tylenol ou Dafalgan, mas que não deve ser dado aos gatos em nenhuma situação. A ingestão de 50 a 60 mg de paracetamol por kg num gato pode ser fatal. Um gato pesa em média 4kg e por isso se um comprimido de Ben-U-Ron, Panasorbe, Panadol ou Tylenol têm 500mg, basta então meio comprimido para matar um gato adulto ou um quarto para um gatinho, é só fazer as contas. A intoxicação por paracetamol nos gatos geralmente ocorre quando os donos bem-intencionados e que desconhecem a grande toxicidade do paracetamol nos felinos, dão ao seu tigre por diversas razões. Por exemplo quando o seu gato parece-lhe febril ou mais quieto ou mesmo sem apetite.</p>
<p>Uma vez em meu consultório teve um caso em que um gatinho tinha caído de um andar e o dono aflito ao acudi-lo, mesmo sem observar nenhuma lesão, deu-lhe um quarto de Tylenol ao gatinho de modo a tirar-lhe as possíveis dores resultantes da queda. Após algumas horas ele começou a ver o seu gatinho não comendo, vomitando e a salivar muito intensamente, o que o levou a deslocar-se à nossa consulta. Ao observarmos o jovem felino vimos um quadro de grande abatimento, respiração rápida e babava muito e quando vi que tanto as mucosas oculares, como as gengivas e a língua tinham um tom castanho escuro suspeitei de intoxicação por paracetamol. Fiz então mais algumas perguntas e o dono contou-me que tinha dado paracetamol ao gato. Imediatamente colocamos um catéter na veia do braço (pata anterior) do gato para colocar o soro e um medicamento antídoto ao paracetamol para que ajudasse a diluir a toxina e eliminá-lo através da urina.</p>
<p>No momento que colocamos o cateter vimos um sangue com uma cor anormalmente castanha escura, que é resultante da reação do paracetamol nos glóbulos vermelhos (metemoglobinémia) e que impedia que estes transportassem o oxigênio nos pulmões (por isso a dificuldade respiratória) para os tecidos podendo causar a morte por asfixia (que é a morte mais provável quando não há tratamento). Pusemos também uma máscara de oxigênio para ajudá-lo a respirar. Este gatinho recuperou completamente. Dependendo do caso pode até ocorrer transfusão de sangue. Normalmente se houver uma resposta positiva ao tratamento o animal fica bem em 48 horas, sem sequelas no futuro. Que nem sempre acontece porque quando chegam à clínica já decorreram muitas horas e por vezes dias da intoxicação e o gato que conseguiu resistir à asfixia apresenta nessa altura uma tremenda anemia por causa da destruição dos glóbulos vermelhos e icterícia (com as mucosas e a pele amarela) por causa da lesão do fígado, lesão irreversível desse órgão essencial à vida, que contribui também para o aparecimento de edemas na face e nas patas (o animal apresenta um aspecto grotesco devido à cara inflamada e as patas inchadas) que é resultante da retenção de líquidos por causa da diminuição das proteínas no sangue que são produzidas no fígado, que são as albuminas.</p>
<p>E infelizmente, já nesse estado, é muito complicado reverter o quadro, resultando na morte do animal por falência hepática. Outra informação interessante porém importante o paracetamol também é letal nas cobras tendo sido usado na ilha de Guam para matar a cobra arbórea marron que tinha sido introduzida acidentalmente na ilha pelos marinheiros americanos durante a segunda guerra mundial. Aos cães o efeito não é tão dramático ao nível dos glóbulos vermelhos, mas poderá causar graves lesões hepáticas irreversíveis, por isso não o aconselho também aos cães.</p>
<p>Não custa nada telefonar para o veterinário antes de dar qualquer medicamento e pedir um conselho. O seu animal de estimação agradece.</p>
<ul>
<li><em><span style="color: #333333;">Estas informações são da Dra. Graça Cardoso &#8211; Médica Veterinária</span></em></li>
</ul>
<p>Recebi essas informações por email e antes de colocar na matéria verifiquei com alguns veterinários e confirmaram. O paracetamol e outros analgésicos pode ser dado, mas somente um veterinário sabe calcular a quantidade certa para se dar ao gato. Pois se for dado de forma incorreta, pode dar overdose e assim ser fatal. Por isso o contato com o veterinário é importante, se você não tem condições financeiras para se orientar com um veterinário quando seu animal estiver doente, muitas cidades tem Zoonose, que dão assistência gratuita ou somente cobrando uma taxa simbólica.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Os gatos são criaturas adoráveis, e amam e respeitam seus donos acima de tudo, porém têm um jeito diferente de amar, mas nem por isso deixa de ser verdadeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles são grandes amigos e companheiros, doces, meigos e fieis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles são os <strong>Nossos Amiguinhos Especiais!</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se você não tem um gato quem sabe agora não passe a ter um! E se você tem passe a olhá-lo diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não consigo mais ficar sem suas presenças!</p>
<p style="text-align: justify;">A imagem de destaque desta matéria é de minha gatinha Mel.</p>
<h4><span style="color: #000000;"><em><strong>Gostou Desta Matéria?</strong></em></span></h4>
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<p><span style="color: #000000;"><strong><em>Assim poderemos interagir, para se ter um blog com bons conteúdos, que traga benefícios a todos nós Leitores.</em></strong></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><strong>Fontes</strong><br />
Intercat<br />
Comunidade Reiki-Jonny de Carli</span></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Cão e a Amizade Espiritual com o Homem</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 21:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica Molina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Exercitando a Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Devas e Elementais]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias da Colunista Mônica Molina]]></category>
		<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Cão]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar de cães é sempre um assunto bem agradável, eu já tinha lançado aqui no blog uma matéria sobre a espiritualidade dos gatos, que aliás é uma das matérias mais vista, então resolvi falar sobre os cães. Não consegui encontrar muita &#8220;coisa&#8221; da espiritualidade dos cães, porém encontrei muitas curiosidades que são interessantes e benéficas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Falar de cães é sempre um assunto bem agradável, eu já tinha lançado aqui no blog uma matéria sobre a espiritualidade dos gatos, que aliás é uma das matérias mais vista, então resolvi falar sobre os cães. Não consegui encontrar muita &#8220;coisa&#8221; da espiritualidade dos cães, porém encontrei muitas curiosidades que são interessantes e benéficas para quem tem cães como eu, ou gostaria de um dia ter.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3500"></span>Uma das minhas experiências e de observação do lado espiritual do cão é que embora o gato tenha muito mais sensibilidade e é mais evoluído para lidar com o lado espiritual, principalmente com espíritos de baixa luz e energias, mas nem tudo o gato consegue suprir e acaba sobrecarregado. O gato transmuta energias negativas, prevê &#8220;coisas&#8221; que vai acontecer mais a frente, porém o cão ele protege, é aquele que esta a seu lado, principalmente quando vê algum espírito de baixa luz ou alguém que ele sente alguma energia negativa, ele tenta proteger, a casa onde vive e as pessoas com quem convive, por isso podemos dizer o termo &#8220;Cão de Guarda&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para podermos manter o equilíbrio em nosso lar, é ter um Cão e um Gato, claramente dando todos os cuidados e carinhos que merecem, afinal śão nossos companheiros de jornadas em nossa passagem aqui na Terra. E uma das imagens e a que está no título da matéria é de minha cachorrinha Cristal.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Resumo da Cultura dos Cães</span></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Então vamos começar falando sobre a palavra <span style="color: #000000;"><strong>Cão</strong> que significa <strong>Canis Lupus Familiaris</strong>, no Brasil frequentemente chamado de <strong>Cachorro</strong>, é um mamífero canídeo e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que surgiu do lobo cinzento no continente asiático há mais de 100.000 anos. Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. O resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes grupos ou categorias. As designações Vira-Latas (no Brasil) ou Rafeiros (em Portugal) são dadas aos cães sem raça definida ou mestiços descendentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <a href="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Cão.jpg" rel="lightbox[3500]" title="Cão"><img class="size-full wp-image-4194 alignleft" title="Cão" src="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Cão.jpg" alt="" width="278" height="288" /></a>Com uma expectativa de vida que varia entre 10 e 20 anos, o cão é um animal social que, na maioria das vezes, aceita o seu dono como o &#8220;chefe da matilha&#8221; e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim como o ser humano, também é vítima de doenças como o resfriado, a depressão e o mal de Alzheimer, bem como das características do envelhecimento, como problemas de visão e audição, artrite e mudanças de humor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A afeição e a companhia deste animal são alguns dos motivos da famosa frase:<strong> &#8220;O cão é o melhor amigo do homem&#8221;</strong>, já que não há registro de amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a de humano e cão. Esta relação figura em filmes, livros e revistas, que citam, inclusive, diferentes relatos reais de diferentes épocas e em várias nações. Entre os cães mais famosos que viveram e marcaram sociedades estão Balto, Laika, Marley e Hachi. Na mitologia, o Cérbero é dito um dos mais assustadores seres e, na ficção, Pluto, Snoopy e Scooby-Doo há décadas fazem parte da infância de várias gerações.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Origem e História da Domesticação</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As origens do cão doméstico baseiam-se em suposições, por se tratar de ocorrências de milhares de anos, cujos crescentes estudos mudam em ambiente e datação dos fósseis. Uma das teorias aponta para um início anterior ao processo de domesticação, apresentando a separação de lobo e cão há cerca de 135.000 anos, sob a luz dos encontrados restos de canídeos com uma morfologia próxima à do cinzento, misturados com ossadas humanas. Outras, cujas cronologias são mais recentes, sugerem que a domesticação em si começou há cerca de 30.000 anos, os primeiros trabalhos caninos e o início de uma acentuada evolução entre 15.000 e 12.000, e por volta de 20% das raças encontradas atualmente, entre 10.000 e 8.000 anos no Oriente Médio. Além das imprecisões do período, há também discordâncias sobre a origem. Enquanto especula-se que os cães sejam descendentes de uma outra variação canídea, as mais aceitáveis são a descendência direta do lobo cinzento ou dos cruzamentos entre lobos e chacais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As evidências baseiam-se também em achados arqueológicos, já que foram encontrados cães enterrados com humanos em posições que sugerem afetividade. Segundo estes trabalhos de pesquisa, o surgimento das variações teria ocorrido por seleção artificial de filhotes de lobos-cinzentos e chacais que viviam em volta dos acampamentos pré-históricos, alimentando-se de restos de comida ou carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-coletores. Os seres humanos perceberam a existência de certos lobos que se aproximavam mais do que outros e reconheceram certa utilidade nisso, pois eles alertavam para a presença de animais selvagens, como outros lobos ou grandes felinos. Mais sedentários devido ao desenvolvimento da agricultura, os seres humanos então deram um novo passo na relação com os caninos. Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e levados para os acampamentos na tentativa de serem utilizados. Com o passar dos anos, os animais que, ao atingirem a fase adulta, mostravam-se ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados ou impedidos de se acasalar. Deste modo, ao longo do tempo, houve uma seleção de animais dóceis, tolerantes e obedientes aos seres humanos, aos quais era permitido o acasalamento e que, quando adultos, eram de grande utilidade, auxiliando na caça e na guarda. Esse gradual processo, baseado em tentativas e erros, levou eventualmente à criação dos cães domésticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi ainda durante a Pré-História que surgiram os primeiros trabalhos caninos e, com isso, começaram a fortalecer os laços com o ser humano. Cães de caça e de guarda ajudavam as tribos em troca de alimento e abrigo. Com o tempo, aperfeiçoaram o rastreio e dividiram o abate das presas com os humanos. Por possuírem alta capacidade de adaptação, espalharam-se ao redor do mundo, levados durante as migrações humanas e aparecendo em antigas culturas romanas, egípcias, assírias, gaulesas e pré-colombianas, tendo então sua história contada ao lado do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Egito Antigo, os cães eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo, bem como utilizados na caça e adorados na forma do deus <strong>Anúbis</strong>. Esta relação com os mortos teria vindo do hábito de se alimentarem dos cadáveres, assim como os chacais. No continente europeu, mais precisamente na Grécia Antiga, cães eram relacionados aos Deuses da Cura, com templos que abrigavam dezenas deles para que os doentes pudessem ser levados até lá e terem suas feridas lambidas. Neste período, também combateram junto aos exércitos de Alexandre, o Grande, espalhando-se pela Ásia e Europa. Na Gália, além de guardiões e caçadores, detinham a honra de serem sacrificados aos Deuses e enterrados nos túmulos de seus donos. Durante o período do Império Romano, os cães, sempre fortes e de grande porte, foram utilizados para a diversão do público em grandes brigas no Coliseu de Roma. Trazidos da Bretanha e da parte ocidental da Europa, eram mantidos presos e sem alimentos, para que pudessem ficar agressivos durante os espetáculos, nos quais deviam matar prisioneiros, escravos e cristãos. Sua fama ficou tão grande que as raças da época quase foram extintas, devido ao exagerado uso em guerras e apresentações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o fim do Império Romano, o mundo entrou na fase da Idade Média, já com os cães espalhados pelo continente europeu, levados pelos mercadores fenícios do Oriente Médio à região mediterrânea e adentrado a região seguindo soldados romanos. Foi nessa época que os caninos perderam o relativo prestígio de antes, já que doenças como a peste negra assolavam a Europa e eram os cães que comiam os cadáveres nas periferias das cidades. A Igreja Católica, enquanto instituição mais influente, passou a relacioná-los à morte e considerá-los criaturas das trevas. Sua mentalidade supersticiosa popularizou-os como animais de bruxas, vampiros e lobisomens. Tal influência, por incentivo da Inquisição, resultou em matanças de lobos, cães e híbridos. Indo ainda mais além, estipulou decretos que diziam que se qualquer preso acusado de bruxaria fosse visitado por um cão, gato ou pássaro, seria imediatamente considerado culpado de bruxaria e queimado na fogueira. Apesar de toda a perseguição, no fim deste momento, os cães já começavam a ser vistos como companhia infantil. Durante o Renascimento, a visão negativa sobre os cães foi desaparecendo, já que caíram no gosto dos nobres. Durante este período, os caninos eram utilizados para a caça esportiva e criados com cuidado dentro dos canis de cada castelo. Com as famílias livres para desenvolverem suas próprias raças, as variedades de cada região começaram a surgir. Estas novas raças eram consideradas tesouros não encontrados em nenhum outro lugar do mundo, e por isso, dadas de presente entre a nobreza, por representarem grande sinal de riqueza. Esta atitude ajudou a difundir ainda mais a variedade e a preservar determinadas raças, quando em seu lugar de origem acabavam exterminadas. Adiante, também na Europa, nasceram os cães de companhia, já que o apreço por eles crescia, conforme se via a fidelidade. Guilherme de Orange dos Países Baixos chegou a declarar que seu cão o salvou de um atentado. Ao mesmo tempo que a diversidade crescia no continente, tribos siberianas usavam seus cães para praticamente tudo, já que eram bastante fortes e úteis para locomoção e outras atividades. Estes caninos, importados da Sibéria, ajudaram o ser humano na conquista dos pólos pelos primeiros homens a pisar no Polo Sul e Polo Norte, puxando seus trenós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No período das grandes navegações, os homens migraram ao Novo Mundo com seus caninos. Apesar de não serem desconhecidos dos povos pré-colombianos, a variedade o era. Também durante a conquista, a presença deste animal teve sua utilidade: nas guerras contra os nativos, farejadores eram utilizados para encontrar e matar os índios. A respeito disso, há a lenda de que, na atual República Dominicana, milhares de indígenas foram exterminados por uma tropa de 150 soldados de infantaria, trinta cavaleiros e vinte cães rastreadores. Durante o século XIX, apesar de polêmicos, os treinamentos dos caninos para lutas e guerras, ganhou popularidade como na época de Alexandre. Nessa fase, algumas raças foram compostas por animais menores, mais brutos e de musculatura mais forte, como o Pitbull terrier.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No século seguinte, eventos tornaram a marcar a evolução canina. As guerras mundiais extinguiram as raças das regiões mais afetadas e ajudaram a popularizar as variedades militares, como o pastor alemão e o dobermann, enquanto rastreadores. No Japão, em plena guerra, o imperador decretou que todos os cães que não pastores alemães fossem mortos para a confecção de uniformes militares com seu couro. Devido a isso, muitos criadores de akitas cruzaram seus animais com pastores alemães, para tentar fugir ao decreto. Os resultantes destes cruzamentos, levados aos Estados Unidos pelos soldados, foram os primeiros na criação de mais uma nova raça. Foi também após as guerras mundiais que surgiram os primeiros centros de treinamento de cães-guia de cego. Modernamente, apesar de fazer parte da história humana desde a imagem divina aos soldados das guerras, o cão tornou-se um animal de estimação apenas no século XX, já adaptado aos modos de vida dos seres humanos, devido a sua habilidade de fazer de diversos ambientes os melhores possíveis, e ao voltar suas capacidades de aprendizado à domesticação. Diz-se que esta mútua relação entre os dois mais numerosos carnívoros do mundo deve-se à compreensão e à evolução cerebral canina em entender o que querem as pessoas.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Características</span></strong></h3>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os Sentidos</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os cães pertencem à família dos canídeos, da qual fazem parte também as raposas e os lobos. Esta família de predadores possui sentidos apurados para a captura de presas e para proteção da matilha. Apesar da domesticação e do cruzamento seletivo, o que tornaram o cão menos dependente de seus sentidos, estes ainda são considerados habilidades sensoriais incríveis. Assim como em humanos e outros mamíferos, seus sentidos dividem-se em cinco:</span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Olfato:</strong> considerado o principal sentido canino, superior a de todos os outros animais. Tal característica marcante advém das ramificações dos nervos olfativos na cavidade nasal, que ocupam 160 cm², enquanto no homem a área chega a 5 cm². Em outra comparação, as células olfativas do ser humano chegam a cinco milhões, enquanto em um cão atingem 220 milhões. Essencialmente farejador, o nariz do cão tem um grande número de fendas permanentes, diferentes de animal para animal, como as impressões digitais. Por essa razão, ele pode ser usado para a identificação individual. Os cães possuem trinta vezes mais sensores olfativos que um ser humano. Tal capacidade apurada permite a um cão adestrado/policial, por exemplo, localizar drogas, minas terrestres e pessoas sob escombros. É devido a suas dobras convolutas que qualquer cheiro, por mais sutil que seja, pode ser capturado.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Audição: </strong>como o olfato, é outro sentido bastante desenvolvido no canino, que, diferente do ser humano, ouve sons de alta frequência e baixo volume. Por meio de suas orelhas direcionáveis, característica esta comum aos mamíferos, são capazes de localizar com precisão a direção e a origem do som em seis centésimos de segundo. São ainda capazes de ouvir a uma distância quatro vezes superior a do ser humano. Tais características concedem-lhe úteis habilidades, como a capacidade de discernir com facilidade as palavras pronunciadas por seu dono, ainda que o tom da voz e os gestos não sejam desconsiderados.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Visão:</strong> a visão noturna dos cães é muito mais apurada que a dos humanos. Seu ângulo de visão também é mais amplo, devido a posição de seus olhos, localizados ao lado da cabeça. O cão tem visão colorida, mas só consegue diferenciar as cores violeta, azul e verde e vê da mesma maneira o verde, o amarelo, o laranja e o vermelho. Os cães são mais sensíveis a luz e ao movimento, captando, com maior facilidade, algo movendo-se no escuro. Contudo, possuem menor capacidade de foco e de diferenciar as cores. Em igual, enxergam em três dimensões. A visão é ainda responsável por transmitir certas marcas comportamentais desses animais. Enquanto fixar diretamente com os olhos significa relação de entendimento e segurança, nunca fixar significa o oposto; deslocar o olhar demonstra, além de insegurança, o medo, ao passo que o olhar fixo mostra uma possível vontade de atacar.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tato:</strong> sentido considerado pouco desenvolvido, o tato é fundamental na relação afetiva com outros animais. Junto ao olfato, é o primeiro sentido a funcionar em um cachorro na percepção extrassensorial. Nos cães, as sensações térmicas, táteis e de dor, são percebidas pelas terminações nervosas que, densas, formam uma rede ligada à medula espinhal e ao cérebro. Ao tato está ligada a sensibilidade do animal, que sente mais o frio que o calor, respondendo com aceleração da respiração e a evaporação da água através da língua. As partes responsáveis por este sentido formam uma rede nervosa concentrada na base dos pelos, que nem sempre apresentam a mesma sensibilidade. As vibrissas, pelos longos do focinho, dos supercílios e do queixo, são particularmente providas de terminações nervosas.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Paladar:</strong> sentido pouco desenvolvido. Em relação com o homem, possui quase nove vezes a menos o número de papilas gustativas. Por isso, o sabor que os cães sentem está diretamente ligado ao odor. É também por esta razão que podem consumir diariamente o mesmo alimento.</span></li>
</ul>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Envelhecimento</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O envelhecimento canino é um processo natural ainda não totalmente entendido, embora sabe-se que ocorra de modo variado, dependendo das raças e de seu porte. Enquanto um cão de médio porte vive em torno de doze anos, um gigante tem expectativa de vida mais curta. Antes, acreditava-se que estes animais envelheciam sete anos para cada ano de vida de um ser humano. No entanto, essa teoria foi revista, e mais recentemente, tenta-se comparar o estágio de desenvolvimento inicial da vida do cão com aquele dos seres humanos. De acordo com alguns resultados obtidos, raças pequenas alcançam seus tamanhos finais entre os oito e os doze meses; raças de porte médio entre doze e dezesseis meses; de porte grande entre dezesseis e dezoito meses; e as gigantes, por volta dos dois anos. Com isso, foi possível traçar um paralelo que resultou em variação de porte para porte. As raças pequenas e médias têm os cinco primeiros anos de vida para o primeiro ano humano. Deste ponto em diante, são quatro para cada ano vivido por um ser humano. Já as raças grandes e gigantes, de maturidade mais lenta, envelhecem sete e doze, respectivamente, em seu primeiro ano de vida, com cinco e sete anos a partir do segundo ano de vida, para cada tamanho. Com base nessas afirmações, pode-se dizer que um chiuaua nascido no mesmo dia e ano que um homem, tenha, cinco anos mais tarde, 21.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cães de idade avançada estão mais sujeitos a doenças, dores e alterações comportamentais. Por isso, é importante dar atenção às mudanças da idade de um cão doméstico, pois isso permite suprir novas necessidades e proporciona melhores condições de vida. Entre os principais males que podem acometer os idosos caninos estão a artrite, o mal de Alzheimer e a depressão. Esses problemas e outros, como a queda de dentes, decorrentes da idade, são diagnosticáveis desde o início pela observação das mudanças comportamentais e pela realização de constante acompanhamento veterinário. Problemas de visão e audição, quietude e esbranquiçamento e queda do pêlo são fatores considerados normais, causados pelo avanço da idade.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Comunicação</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A forma de comunicação mais conhecida dos cães é o latido, apesar de chorarem, rosnarem, uivarem, cheirarem e utilizarem de sua linguagem corporal para se fazerem entender tanto para os caninos quanto para os seres humanos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A relação entre os cães ocorre, na grande maioria das vezes, de modo bem diferente a dos homens. Por conta disso, muitas vezes suas atitudes não são compreendidas, como porque se cheiram tanto, latem sem motivos, estão brincando e de repente começam a brigar. Os cães também sentem medo, ansiedade, interesse, alegria e outras emoções. E, por serem animais gregários, dedicam parte do tempo em conhecer seu status dentro da relação. No aprendizado, cães precisam do contato com outros cães para aprenderem sua linguagem. Durante as primeiras sete ou oito semanas, os cachorros aprendem toda a base da comunicação com a mãe. Se eles a machucam, ela grunhe e os afasta, e na época do desmame, mostra-se aborrecida com o ataque às mamas, por exemplo. A partir daí, o contato com os irmãos também é importante. Nas brincadeiras com outros filhotes, o cachorro aprenderá como demonstrar a dor e a brigar pela comida. De todas as formas de comunicação, a mais importante da vida do cão, entre os cães, é a corporal. Através da leitura da posição das orelhas, da cauda, dos olhos e do corpo em geral, os cães poderão identificar o estado de outro animal, como a aceitação das brincadeiras ou da dominância. O odor, também de animal para animal, é importante na comunicação para a identificação única de cada indivíduo. É através do cheiro que ainda identificam quando uma cadela está no cio ou a mensagem da urina em determinado local demarcado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelo ser humano comunicar-se verbalmente, acredita que esta seja a principal forma de comunicação canina. O latido, em geral, significa um pedido de atenção quando carentes, entediados, excitados ou sozinhos, e um alerta de perigo. Entre homem e animal, além do latido, outra forma de comunicação é o choro. Chorando, os cachorros percebem desde cedo que tanto a mãe quanto os donos lhe atendem e passam a usar disso como meio de obter atenção. Além disso, o choramingo demonstra susto com barulhos altos, como trovões. O rosnado por sua vez, é o som mais simples de se entender, tanto para os caninos, quanto para os humanos, pois significa ataque caso não haja o recuo do outro diante da posse, demarcação ou proteção. Por ser um sinal de agressividade, não costuma ser ignorado. Por fim, o uivo é um som familiar e único, que demonstra também excitação, o alerta, a solidão e o desejo. É usado quando caçam e encurralam suas presas ou só para ver se alguém aparece. Em um paralelo, o uivo é tão contagiante quanto o bocejo humano: quando um começa e outro ouve, o faz. No relacionamento homem e animal, seus meios de comunicação causam problemas que geram determinadas soluções apenas para o ser humano. Entre as mais eficientes e definitivas estão o uso de coleiras anti-latidos, que associam o ato de latir com algo negativo, como jatos de citronela no focinho, e as operações que retiram as cordas vocais.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Relacionamento com o Homem</span></strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O processo de domesticação fez com que os cães se adaptassem aos homens em todos os sentidos. Desse modo, estes animais adquiriram riqueza fônica superior à do lobo, alimentam-se das mesmas coisas e mudaram sua morfologia para acompanhá-los ao longo do tempo. No entanto, neste relacionamento perfeito, um detalhe precisa estar todo o tempo estabelecido: a hierarquia. Assim, fica claro ao cão que o homem é o dominante do líder canino da matilha, tornando tal estabelecimento possível devido a sua superior inteligência quantitativa. Deste ponto, é dever do ser humano, como líder, premiar boas condutas, castigar a desobediência, administrar os recursos essenciais e não usar de brutalidade. Isso dá ao cão a proteção e a certeza de que todas as suas necessidades serão satisfeitas, e acima disso, uma boa relação de convivência. Essa convivência explica que, ao longo dos tempos de mutualidade, foi possível obter-se um êxito tão grande no relacionamento entre duas espécies distintas, só comparadas com aquelas que precisam umas das outras para sobreviverem. Segundo estudos realizados na Universidade de Viena, a adaptação dos cães é devida ao fato de terem desenvolvido a habilidade de aprendizado por imitação. Habilidade esta que evoluíram e continuam a utilizar para evitar o aprendizado por tentativa e erro, considerado, na prática, mais arriscado. A pesquisa, que afirma esta ser uma característica comum em outros grupos animais, destaca a diferença canina no fato de terem crescido e se desenvolvido no meio humano ao longo dos anos. É inquestionável, portanto, e pode-se afirmar com segurança que a adaptação foi feita do cão ao homem e não em sentido contrário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em termos práticos, o cão obtém dessa relação uma melhora em sua atitude quanto à sobrevivência, já que tem comida em abundância, evita a depredação e otimiza a qualidade reprodutiva e também quanto à atitude social, pois se integra em uma mais ampla. Já o homem é ainda mais favorecido, pois melhora a segurança de seu grupo, as necessidades gregárias e por vezes as físicas e psicológicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reconhecida e inegavelmente uma espécie domesticada, algumas raças de cães possuem características específicas que os fazem se destacar em algumas tarefas. Para desenvolver mais estas peculiaridades os cães normalmente são adestrados para obedecerem ao dono e para reagir corretamente a determinadas situações. Tal estrutura, elaborada pelo ser humano ao longo de seu convívio e interação com os caninos, só é possível devido ao comportamento do cão em relação ao homem e gerou certa variedade de classificação de suas raças, todas admitidas pelo órgão oficial máximo. Todavia, em toda classificação são postas as informações standard, que mostram o nome de origem do cão, seu padrão e suas eventuais variedades, bem como características comportamentais, de caráter, educação e utilização. Em suma, o standard é obtido através dos estudos da cinologia e apresenta a origem da raça e suas diferentes variedades admitidas, a aparência geral e o aspecto que deve ter sua estrutura externa: a cabeça, o pescoço, o corpo, os membros e a cauda. Como última característica, o standard evolui com o passar dos anos, estabelecendo padrões que se modificam de acordo com a evolução de cada raça seguindo os processos naturais e artificiais de reprodução.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem ainda os caninos com funções específicas, sem distinção e limitações de raças, com certas preferências de acordo com as aptidões de cada categoria, como por exemplo, os cães-guia de cegos, adestrados para guiar deficientes visuais totais ou parciais, e auxiliá-los nas tarefas caseiras e nas ruas e os cães ouvintes, selecionados e treinados para ajudarem os surdos ou deficientes auditivos, alertando-os para sons importantes dentro de casa, como campainhas e alarmes de incêndio, bem como fora, chamando a atenção para sons como das sirenes, empilhadoras, aproximação de pessoas e o chamamento do nome do manipulador.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De todos os animais que conhecemos, o cão é o que mais uniu a nós. Para o cão o tempo parou. A sua alma, incólume ao século nervoso das bombas atômicas e viagens interplanetárias, não conhece nem malícia nem falsidade. Com a mesma alegria natural, ele nos acompanha na chuva torrencial e no forte calor: sempre o amigo mais fiel do homem.<br />
<em><span style="color: #333333;">Théo Gygas, em &#8220;O cão em Nossa Casa&#8221;</span></em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além destas várias funções, em geral desenvolvidas e utilizadas em conjunto com o ser humano, há ainda a provável mais antiga relação de afeição mútua, que transformou o cão no &#8220;melhor amigo do homem&#8221;. Tal afirmação, apesar de considerada por muitos apenas uma crença popular, possui um início. Esta frase foi pronunciada pela primeira vez pelo advogado George Graham Vest, em um tribunal dos Estados Unidos, já que seu cliente, Charles Burden, dono de um galgo chamado Old Drum, descobriu que seu vizinho o havia assassinado sem motivo aparente e decidiu denunciar o fato. No julgamento, Graham então discursou:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cavalheiros do júri: O melhor amigo que um homem possa ter, poderá se voltar contra ele e se converter em seu inimigo. Seu próprio filho ou filha, a quem criou com amor e dedicação infinita, podem demonstrar ingratidão. Aqueles que estão bem próximos de nosso coração, aqueles a quem confiamos nossa felicidade e bom nome, podem se converter em traidores.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste relacionamento homem e animal, o cão não se importa se seu dono reside em uma mansão ou na rua, qual a sua religião ou a cor de sua pele. Vasilhas com água limpa e comida, cuidado, carinho e respeito são o suficiente para conquistar a confiança dele, que por isso, recebeu o título de melhor amigo do homem, antes mesmo da frase ser dita pela primeira vez. Em retribuição aos cuidados, o canino está sempre disposto a acompanhar o humano, não difama ninguém e não se importa com a aparência dos outros. Por vezes, a ligação é tão forte, que se o dono adoece, o cão fica ao pé da cama lhe esperando levantar. Um dos exemplos dessa forte ligação foi a menina ucraniana Oxana Malaya, a chamada garota-cachorro. Cuidada e criada por cães, adaptou-se ao ambiente no quintal de casa e viveu cinco anos como membro da matilha. Por estas razões, é tido como integrante da família por muitas pessoas e, por suas habilidades adquiridas, é um grande ajudante nas mais variadas tarefas. Por outro lado, há a desconfiança de que o cão não seja um animal de estimação, mas sim um evoluído parasita. Tal afirmação advém do fato do canino se adaptar completamente para satisfazer a necessidade biológica que o ser humano tem de cuidar de outro ser dependente e o tornar familiar, como também estar sempre perto quando o homem se sente só, aflito ou inseguro, e por, aparentemente estar no controle, pois o homem lhe dá comida quando sente fome, o leva ao veterinário quando está doente e lhe dá atenção quando pede.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Cães e sua Participação na Cultura Humana</strong><a href="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Cristal.jpg" rel="lightbox[3500]" title="Cristal"><img class="alignright size-full wp-image-4197" title="Cristal" src="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Cristal.jpg" alt="" width="290" height="252" /></a></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É de tempos que o cão se relaciona com o homem. Através deste convívio, observam-se momentos positivos e negativos. Na cultura, povoa a realidade com heróis, companheiros de passatempo e de trabalho, os sonhos e como úteis cobaias; na Mitologia, o canino também está presente, desde a ocidental à oriental; e, na ficção, figura em filmes, desenhos animados, seriados de televisão, livros e revistas.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na Filosofia</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De entre os discípulos de Sócrates uma corrente de pensamento passou à história com o nome de cinismo, que deriva do Ginásio Cinosargos, onde pregara Antístenes de Atenas ou, segundo outros autores, da palavra em grego para cão (Kynos), que seria o animal que seus adeptos tinham por exemplo como forma de vida ideal &#8211; na busca pela felicidade o homem só a obtém pela vida simples, com desprezo pelas riquezas e prazeres. O cínico mais notável foi Diógenes de Sínope que, além da corrente filosófica de nome &#8220;canino&#8221; também se identificava com o cão: conta-se que ele, morando num tonel, foi saudado por Alexandre Magno; este apresentou-se como um rei de quem as pessoas imputavam certa fama. Diógenes respondera-lhe ser &#8220;um cão, de quem dizem alguma coisa&#8221;; questionado pelo imperador por que dava-se um nome tão &#8220;baixo&#8221;, este respondera ser &#8220;porque eu adulo os que me dão, ladro contra os que me recusam e mordo os maus&#8221;.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na Produção Artística e na Sociedade</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto presença na sociedade humana, uma das primeiras aparições do cão como parte da produção cultural foi nas belas artes, figurando das pinturas às esculturas antigas. Na Pré-História, cerca de 4500 a.C, surgiram as primeiras pinturas rupestres com os cães de caça, cujas aparências não se assemelhavam a nenhuma raça atual. Contudo, no Egito Antigo, a semelhança pôde ser percebida em algumas ilustrações. No Ocidente, durante o período do Império Romano, o canino figurou na cultura e foi retratado na produção artística como o guardião do lar, feroz e dedicado ao dono. Já na Idade Média, regrediu à Pré-história e passou a ser fundamentalmente um cão de caça, voltando a estar quase ausente de todas as manifestações pictóricas, provavelmente em virtude da má imagem que os artistas tinham nessa época de bichos vadios, agressivos, perigosos e esfomeados, que alimentavam-se de cadáveres. Por esta razão, figuravam apenas em pinturas de suas matilhas caçadoras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi no Renascimento que a imagem do canino se humanizou, pois surgiu neste período o cão de companhia. Estes eram pintados em quadros ao lado de suas donas, apresentando-se menores que os anteriores caçadores. Foi durante o século XVI que foram representados em abundância nas artes. No século seguinte, o cão ganhou quadros para si, assumindo o papel principal da reprodução artística. Foi nesse período que surgiram os artistas especializados em retratar animais, como o francês François Desportes, e as pinturas realistas, tanto da anatomia, quanto das expressões. Pouco mais de cem anos adiante, os cães ganharam imagens quase sentimentais nas pinturas, conquistando espaço como símbolo de admiração e inspiração. Todavia, foi apenas no século XX que atingiu sua plenitude como animal de companhia, figurando em pinturas sendo acariciados por suas donas em passeios de gôndola ou sobre almofadas de seda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na produção de esculturas, a presença canina também foi grande. Começou ainda na Pré-História, representados em potes de barro, nos quais apareciam animais com abdómens exagerados e patas curtas. Adiante, na produção pré-colombiana, passaram a ter os traços da divindade à qual se encontravam associados, dando à produção escultural a expressão do mundo espiritual e místico. No Egito, o cão representava a figura do Deus Anubis, além de aparecer em obras de calcário e em baixo relevo, quando esculpidas as matilhas. Na Ásia, foi também esculpida a divindade do cão-leão, que figura em entradas de templos. Apesar de presente em esculturas de distintas culturas, somente na produção assíria o ato de esculpir os cães ganhou qualidade. Eram desenhados a sós ou em grupos, mas sempre com sutileza de traços. Nas antigas Roma e Grécia, estes traços foram aperfeiçoados para proporcionar um realismo quase perfeito, ainda que não tivessem grande valor sócio-cultural. Na Idade Média nasceram as representações imaginárias, nas quais os caninos figuravam nas casas como simples adornos. Mais tarde, apesar da forte presença na pintura renascentista, pouco apareceu na escultura da época, já que o cavalo era o foco principal dos artistas. Do século XVII em diante, o cão continuo a ser objeto escultural, agora mais para pesquisa que pela arte em si, que ficou a cargo dos artistas de animais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além da produção artística, o cão figura modernamente na sociedade nos mais diferentes níveis, desde cão de companhia de um presidente da república a cão de agility e exposição. Nesse esporte, praticado em dupla, há a interação cão e dono, em uma atividade que trabalha a atenção, a força e a agilidade canina, além da liderança do homem. Nascido em 1978, na Inglaterra, foi considerado esporte de entretenimento, como a exposição canina de estrutura e beleza. É nela que se estabelecem a qualificação e a classificação seletivas de exemplares que tenham potencial para aprimorar a criação de cães. Diferente do que se pensa, a classificação geral é feita entre os caninos presentes, ao passo que a qualificação, tida como mais importante, pois concede estatuto de acordo com suas virtudes e suas faltas, é feita para garantir a pureza de uma determinada raça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não relacionado diretamente com o animal, o cão continua no meio esportivo como mascote de times e de eventos mundiais, como a Copa do Mundo de Futebol de 1994, realizada nos Estados Unidos. O apreço pelos cães os tornam de mascotes esportivos a mascotes do dia a dia, como um SRD adotado em um cemitério brasileiro. Tão presente positivamente na cultura humana, povoa seus sonhos de forma negativa. Os variados significados de sonhar com o cão não trazem boa sorte, pois podem representar traição, fraude, surpresas ruins, intrigas familiares e reflexos negativos de personalidade. Na metafísica, são os guardiões do mundo subterrâneo. Podem também representar a parte mais animal da natureza humana, e muitos o vêem como a energia masculina em sua melhor expressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No âmbito científico, há o uso de animais para experimentação de produtos ou aperfeiçoamento das raças, os chamados cobaias, e para pesquisa genética. Em todos estes usos, há leis que proíbem os maus tratos e asseguram o melhor ambiente possível. Essas pesquisas genéticas são baseadas no fato de homem e cão partilharem determinadas doenças de mesma base genética, podendo então contribuir com informações sobre a patogenia de enfermidades como câncer, epilepsia, diabetes e problemas cardiovasculares. Sem correr o risco dos maus-tratos, os cães também estão presentes na área tecnológica, mas como robôs. Em uma pesquisa realizada no Japão, a maioria dos entrevistados disse preferir a companhia de um animal a de um ser humano. Daí então nasceu o conceito do cão-robótico para entretenimento. Como um exemplo está Aibo, da Sony, com vários recursos de inteligência artificial embutidos, que lhe dão a capacidade de aprender através da técnica de tentativa e erro e assim descobrir o que pode ou não fazer. Existe também uma nova versão desse robô, com capacidade de achar a tomada para recarregar suas baterias e reconhecer a voz e o rosto de seu dono. O Aibo pode ainda ter sua personalidade controlada por computador e ser manipulado por e-mail. Socializando, pode-se ver um time de futebol formado por vários desses robôs com aspectos de brinquedo: eles fazem gol e comemoram colocando as patas dianteiras para cima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além dessas, há outra utilidade apreciada pelos homens: o cão enquanto iguaria culinária. Animal de estimação e de imagem demasiada humana em várias culturas, em algumas é visto como alimento. Na Coreia do Sul, a carne de cachorro é um prato tradicional, chamado boshintang, para ser consumido na busca da boa saúde durante os conhecidos três &#8220;dias do cachorro&#8221;. No entanto, essa oriental tradição é frequentemente rejeitada pelos jovens sul-coreanos, devido à ocidentalização do pensamento de que o cão é um companheiro e não uma refeição. Na China, outro país oriental, há também o consumo de cachorro, mas como um prato exótico, devido a sua extrema variedade e fartura. Com mais de três mil anos de existência, a culinária deste país varia muito devido à adaptação das pessoas às regiões remotas, que aproveitam da natureza o que ela oferece para sobreviver. Apesar disso, o governo chinês rascunhou uma lei que proíbe o consumo de determinados animais, entre eles o cão. No relacionamento homem e canino, ao longo da história da Humanidade, muitos cães vieram a ter destaque por ações heróicas, puro companheirismo, e até mesmo pioneirismo, conquistando com isso, certa fama e reconhecimento humano. Entre os maiores exemplos está Balto, um mestiço de husky siberiano e lobo-cinzento, que foi herói no estado norte-americano do Alasca em 1925. Sua história, na qual salva vidas da difteria após percorrer uma enorme distância em plena nevasca para buscar remédios, é contada em filme, no qual é dublado pelo ator Kevin Bacon. Outro herói canino é Barry, um são-bernardo que salvou entre quarenta e cem pessoas perdidas na neve dos Alpes suíços durante 14 anos. Seu corpo está preservado no Museu de História Natural de Berna. Já Laika foi uma vira-lata do programa espacial soviético e o primeiro ser vivo a entrar em órbita espacial, feito este a bordo da Sputnik II. Assim como a cadela, Snuppy foi um outro pioneiro, desta vez no campo da ciência, ao tornar-se o primeiro cão clonado do mundo. Da raça galgo afegão, nasceu em 2005, após experimentos realizados pelos sul-coreanos e tornou-se notícia no mundo todo. Entre os maiores exemplos de companheirismo documentados está o caso do akita japonês Hachiko, cuja história deu origem ao filme Sempre ao seu lado protagonizado pelo ator Richard Gere. Este cão nasceu no início da década de 1920, no Japão, e vivia com o professor universitário Hidesaburo Ueno em Tóquio, onde o acompanhava de casa até a estação de trem de Shibuya. Em 1924, o professor faleceu e Hachi foi doado a outra família. Apesar disso, o cão sempre voltava à estação para esperar pelo antigo dono, repetindo o ato por dez anos até falecer em 1935, tornando-se uma lenda japonesa com direito a três estátuas de bronze, um filme nacional rodado em 1987 e um livro infantil. No Ocidente, Greyfriars Bobby, um skye terrier que viveu na Escócia, ficou conhecido por ter guardado o túmulo de seu dono por 14 anos, até falecer em 14 de janeiro de 1872. Um ano após sua morte, Lady Burdett-Coutts mandou erguer uma fonte e uma estátua em sua homenagem. Filmes e livros também foram baseados na vida deste cão, incluído um produzio pela Walt Disney Productions.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O Cão no Folclore Lusófono: Expressões, Crendices e Agouros</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao contrário de Portugal, onde o cão dispõe de uma imagem de fidelidade e devoção, no Brasil há uma associação de sinonímia com o diabo e a palavra cão &#8211; ao passo que cachorro se usa em camada socialmente superior.<br />
Na tradição clássica lusa quem mata um cão deve uma alma a São Lázaro. No sinete do Santo Ofício está a figura de um cão. Graças aos muçulmanos a visão sobre eles na África ganhou sentido pejorativo, como em Angola, onde a literatura oral banta figura-os como símbolos de covardia, sordidez e servilismo. Como nos Açores se chama ao demônio de cão negro e cão tinhoso, aventa-se que a associação no Brasil tenha vindo com os colonos açorianos, sobretudo no século XVIII.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Roma Antiga acreditava-se que os cães viam os espíritos; quando isto ocorre na crendice brasileira, diz-se o esconjuro: &#8220;Todo o agouro para o teu couro&#8221;. Acredita-se que quando uiva está a chamar desgraça para o dono, repetindo-se o mesmo agouro anterior, ou vira-se um sapato com a palmilha para o alto, fazendo assim o animal se calar. Quando o cachorro cavar a terra com o focinho para a rua, ou cava à entrada da casa acredita-se que cava a sepultura do dono; já se cava a terra com o focinho voltado para a casa é sinal de dinheiro. É sinal de azar o cão dormir com a barriga para cima, ao passo que se urinar na porta é boa sorte. Dentre as inúmeras crendices há também o cão dito &#8220;pesunho&#8221; &#8211; que possui uma unha a mais &#8211; que se crê capaz de ver e perseguir lobisomens.</span></p>
<h4><span style="color: #000000;"><strong>Cão e Gato</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Faz parte do imaginário humano a premissa de que o cão e o gato são inimigos naturais, bem como o felino é do rato. Frases do tipo &#8220;parecem cão e gato&#8221; reforçam a ideia de que os dois não se toleram. É sabido que estes mamíferos, apesar de domesticados e sob o apreço do homem, possuem hábitos totalmente diferentes, o que não é sinônimo de inimizade. O cão, mais sociável que o gato, devido a sua relação de dependência, pode sim viver com um gato sob o mesmo teto.<a href="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Cão-e-Gato-Amizade.jpg" rel="lightbox[3500]" title="Cão e Gato Amizade"><img class="alignright size-full wp-image-4195" title="Cão e Gato Amizade" src="http://vidaespiritualidade.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Cão-e-Gato-Amizade.jpg" alt="" width="225" height="242" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa afirmação popular pode ter surgido por disputas territoriais ocorridas diante dos olhos das pessoas. Quando um outro animal é introduzido no ambiente, o cão sente-se o protegendo do invasor. Isso pode acontecer com qualquer bicho, mas tornou-se mais comum entre cães e gatos por ambos serem espécies domesticadas e do agrado do ser humano. O cão vê o novo morador como ameaça, rosna para ele e o gato responde igualmente com o seu tipo de rosnado, o que significa uma agressão para o canídeo, que começa a persegui-lo. Rápido, o felino é um estímulo ao instinto caçador do cão, que não para de correr atrás. Ao que o gato cessa a correria, o cão desiste, pois a diversão acabou. Essas perseguições renderam filmes e personagens animados, como o buldogue Spike, o cão que persegue o gato Tom, e o longa Como cães e gatos, que mostram estes mamíferos como inimigos e provocadores mútuos. Na outra ponta, quando estes casos ocorrem entre dois caninos, o ser humano vê apenas como ciúme e não os iguala.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na Mitologia e na Religião</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da mitologia ocidental à oriental, o cão figura como fera e como divindade. Uma das mais famosas imagens ocidentais é a de Cérbero: besta presente na mitologia greco-romana, é o filho de Tifão e Equidna, inimigo de Zeus, era irmão do cão bicéfalo Ortros e da Hidra, a serpente de sete cabeças. De sua união com Quimera nasceram o Leão de Nemeia e a Esfinge. Cérbero vivia na entrada do reino do deus Hades e costumava latir muito. Para aplacar sua ira, os mortos lhe davam um bolo feito de farinha e mel, presente que seus parentes deixavam nos túmulos. Apesar da conhecida lenda, sua morfologia no entanto, sofre com discrepâncias quanto ao número de cabeças, ainda que a versão mais aceita seja com três. Sua cauda também é atribuída de várias formas, como de escorpião, de cão ou de cabeça de serpente. Outro conhecido cão mitológico da Grécia, é Argos, cujo dono era Odisseu. Na Odisseia de Homero, foi Argos o único a reconhecer o herói quando este retornou para casa, morrendo logo depois disso. Outros cães presentes na mitologia grega são Argyreos e Chryseos, feitos de prata e ouro respectivamente, confeccionados pelo deus Hefestos; Ortros era o cão companheiro de Gerião, conhecido por ter sido morto por Hércules. Ainda no ocidente, o canino também figurou nas mitologias nórdica, com os Kenning, as conhecidas montarias das valquírias; germânica, com Barghest, lobo domesticado pelos goblins; celta, com Failinis da lenda dos &#8216;argonautas&#8217; gaélicos, e Bran, o cão de Finn; e egípcia, com Anúbis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No lado oriental da mitologia, este animal aparece como Tien-koan, o cão celestial chinês; e como Hōkō, a besta de cinco caudas da mitologia japonesa. Como híbrido, o cão também figura, mas na mitologia do Antigo Egito, como um cinocéfalo, macaco com cabeça de canídeo. Os cinocéfalos chegaram à Idade Média, sendo populares as lendas como a de São Cristóvão com a cabeça de cão.<br />
Nas religiões o cão também possui o seu papel. Para os judeus, apesar de considerados impuros por se alimentares de restos, fosse de cadáveres, fosse de lixo, também eram vistos positivamente, devido a palavra do Talmude. Este afirma que os cães devem ser tolerados e que o acesso ao alimento ritualmente impuro foi a recompensa concedida por Deus aos cães, retribuindo o silêncio destes na noite em que os israelitas começaram o êxodo do Egito, além de um cão ter sido dado por Deus a Caim como sinal de proteção. No Catolicismo, apesar do início preconceituoso da Idade Média, a imagem dos cães passou a ser positiva desde a narrativa do nascimento de Jesus, no qual figuraram como cães de pastoreio, até a história do cão Giggio, sempre defendendo São João Bosco. Para a religião islâmica, os cães, antes vistos como párias e com o decreto de Maomé para seu extermínio, continuam vistos como animais a serem evitados e eliminados, mas agora apenas quando vadios e disseminadores de doenças, já que possuem utilidade ao ser humano quando em atividades como pastoreio, caça e guarda.</span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na Ficção</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ficção produziu inúmeros cães, que aparecem da literatura ao cinema, seja em filmes ou desenhos animados, passando pela banda desenhada. Entre os mais famosos é possível citar alguns que marcaram gerações, seja apenas em países ou pelo mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Criação dos estúdios Disney, os 101 Dálmatas foram um desenho animado rodado pela primeira vez em 1961, que viraram filme 35 anos mais tarde, com direito a uma continuação chamada 102 Dálmatas. Além, viraram jogos de videogame, pelúcias, roupas e acessórios. Também criação deste estúdio é o cão Pluto, da raça bloodhound, companheiro do rato Mickey. Criado em 1950, sua personalidade quase humana o destacou pelo mundo. Em 1941, o desenho Me dê uma pata, protagonizado pelo canino, conquistou o Óscar de melhor curta-metragem de animação. Assim como os dálmatas, Pluto também é estampado em diversos produtos, bem como outro famoso cão da vida do rato norte-americano: Pateta, cuja primeira aparição em desenho animado deu-se em 1932. Destacado também pela Disney foi Banzé, o filhote de A Dama e o Vagabundo, filme também destacado pelo estúdio e por apresentar o romance entre dois caninos de mundo tão distintos, exibido no ano de 1955.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos desenhos animados, Scooby-doo, o dinamarquês criado no ano de 1969 por Iwao Takamoto, e Snoopy, cão da raça beagle, personagem da história em quadrinhos Peanuts criado por Charles Schulz, destacaram-se por permanecerem em exibição nas televisões ao redor do mundo, e por figurarem em diversos produtos e também bandas desenhadas. Scooby inclusive foi às telas do cinema com dois filmes. Especificamente nos quadrinhos, Bidu, cão azul da raça schnauzer criado pelo brasileiro Maurício de Sousa, e Ideiafix, minúsculo companheiro do Obelix, também destacaram-se como seres fictícios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já no cinema e na literatura, destacam-se Lassie, cadela que deu nome à série e ao famoso filme rodado ao lado de Elizabeth Taylor; Rin-tin-tin, astro de quase trinta filmes, detentor de uma estrela na Calçada da Fama e um dos primeiros cães do mundo a se tornarem celebridade; e Marley, um canino real que marcou a vida de uma família e saiu do livro escrito e vivido por John Grogan, para as telas do cimena em Marley e Eu. Publicação e película contaram a história do pior cão do mundo com o maior coração de todos. Existem ainda vários cães que aparecem em diversos filmes, desenhos e tiras de jornais, como o companheiro Odie de Garfield, que fazem parte de famílias, são amigos, falantes ou comunicativos, guerreiros ou trapaceiros, que sempre povoam a imaginação do ser humano.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Curiosidades</span></strong></h3>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Passe Espiritual Para Animais de Estimação</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O templo de Umbanda Cacique Thunan, localizado no Parque das Nações, em Bauru, inicia um atendimento diferenciado no próximo dia 6 de março. A partir dessa data, todo primeiro sábado do mês o templo realizará passes espirituais em cães e gatos de estimação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com o dirigente espiritual e sacerdote do templo, Pai Ricardo Barreira, os animais são sensíveis e absorvem energias presentes nos ambientes e provenientes de seus proprietários, o que é capaz de lhes causar prejuízos à saúde e mudanças comportamentais. “Os animais são muito sensíveis a energias. Muitas vezes, quando o dono não está com uma energia boa, os bichos acabam ‘pegando para eles’ essa energia e sofrem alguns males. E no caso de uma energia mais densa ou que se prolonga por muito tempo, isso pode causar um mal físico, manifestando-se biologicamente”, afirma. Nessa situação, Barreira apresenta o passe espiritual como medida para aliviar possíveis energias que estejam prejudicando os animais de estimação, funcionando como um tratamento espiritual. “Através do atendimento espiritual, buscamos proporcionar mais conforto e condições emocionais para os animais. Geralmente constatamos que, quando a energia da casa e das pessoas é melhorada, os bichos de estimação acompanham a melhora”, garante o dirigente espiritual e sacerdote que também é presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo “Reino de Oxalá”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Frequentadora do templo do Pai Ricardo Barreira, Renata Ferreira de Lima realizou uma limpeza espiritual em sua casa e notou uma melhora de comportamento em sua cadela Angel. “A Angel não comia e parecia que estava com depressão, mas depois que o Ricardo (Barreira) foi em casa e realizou um passe para a limpeza espiritual, ela melhorou. Ficou parecendo que tem um ano de idade, totalmente feliz e brincando demais”, relata sobre a cadela que tem oito anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ricardo Barreira afirma que a intenção do templo de umbanda é somar esforços na recuperação física ou comportamental de cães e gatos. “Temos um regulamento que instrui as pessoas para que os trabalhos saiam em harmonia com os animais. Entre os itens, o proprietário tem inclusive que assinar uma declaração na qual afirma estar ciente que o tratamento espiritual não dispensa o tratamento veterinário”, cita o dirigente espiritual e sacerdote de umbanda. “Não queremos que nenhum animal sofra por falta de atendimento veterinário”, garante.<br />
Questionado sobre a expectativa da recepção do público bauruense, Ricardo Barreira disse saber o impacto que isso pode causar mas que, devido ao atual movimento de preservação do meio ambiente e proteção de animais, as pessoas devem entender a intenção deste atendimento especial. “Obviamente que tudo o que é novidade causa estranheza entre as pessoas, mas no tempo em que vivemos, de consciência sobre a preservação do meio ambiente e dos animais, as pessoas devem olhar com bons olhos. Temos que lembrar que natureza não se trata apenas de matas e rios, mas também de animais, e que a harmonia entre tudo isso é essencial no mundo atual”, esclarece o dirigente espiritual e sacerdote do templo de Umbanda.</span></p>
<h3><strong><span style="color: #000000;">Indicação de Filmes</span></strong></h3>
<p>Dois grandes filmes que eu não poderia deixar de fora, e indicá-los, duas histórias que uma é alegre e divertida que é o <strong>Marley e Eu</strong>, e uma bem comovente que é <strong>Sempre ao Seu Lado</strong>, ambas nos mostram um comovente ensinamento que passa na relação do homem e o cão, um relacionamento de amizade, confiança e fidelidade.</p>
<h4><span style="color: #000000;"><strong>Marley e Eu</strong></span></h4>
<p><object width="640" height="505" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IG8-M6LBXrM?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="640" height="505" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/IG8-M6LBXrM?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<h4><strong><span style="color: #000000;">Sempre ao Seu Lado</span></strong></h4>
<p><object width="640" height="385" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UFY8vW5IedY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="640" height="385" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/UFY8vW5IedY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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<blockquote><p><span style="color: #808080;"><strong>Fontes</strong><br />
Wikipedia<br />
JCnet</span></p></blockquote>
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